"Invista em bons calçados. Com calçados apertados não se pensa, não é feliz" (Costanza Pascolato - Consultora de Moda)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Compras proporcionam prazer psicológico


Encontrar uma pechincha ou esbarrar com uma liquidação na hora das compras proporciona um alto grau de excitação emocional. A felicidade nessas circunstâncias é tão intensa que se ativa a mesma região do cérebro estimulada pelo sexo, aponta uma pesquisa da Universidade de Westminster, no Reino Unido, publicada na revista especializada em consumo 'The Grocer'.

Os pesquisadores britânicos chegaram à conclusão da relação entre compras e satisfação após registrar e medir a atividade cerebral de 50 voluntários divididos em diferentes grupos e propôs diferentes atividades, desde fazer compras até assistir a um filme erótico.

Para a investigação, os pesquisadores tiveram a ajuda de uma equipe de acompanhamento para medir a dilatação da pupila e o movimento dos olhos, num sistema denominado iMotion que avalia as respostas emocionais do corpo humano em uma escala de 1 a 10, e com o qual o tipo de emoção que se sente ao observar imagens eróticas recebe uma pontuação de entre 5 e 7.

EMOÇÃO - Os voluntários que ganharam um audiobook geraram uma pontuação de 5,8, enquanto aqueles que passaram por uma liquidação ou uma oferta, como um simples desconto no leite ou em outro produto do supermercado, também tiveram sensações gratificantes que pontuaram alto na escala do sistema iMotion.

Os especialistas de Westminster concluíram que aqueles participantes que encontraram um cupom ou receberam um brinde ou promocão sentiam tanto entusiasmo como ao ver um filme erótico, já que sua pontuação na escala emocional era idêntica.

O estudo, impulsionado pelo Instituto de Marketing Promocional da Universidade de Westminster, também concluiu que há uma elevada correlação entre a resposta emocional de uma pessoa às promoções comerciais e um aumento das vendas dos produtos.

IMPACTO - "A maioria das decisões de compra é tomada nos primeiros dois segundos. Se podemos captar a atenção das pessoas fazendo com que olhe um produto durante esse breve período, provavelmente vão conquistar o cliente durante mais tempo", afirmou Jon Ward, analista em marketing, ao comentar o estudo de Westminster.

A partir de uma ótica mais científica e menos econômica, a assessora e especialista em gestão de recursos humanos Viviana Goren assinala que "o poderoso impacto psico-emocional de obter uma pechincha comercial que em alguns pode chegar a produzir um autêntico 'comichão', pode servir para obter um maior reforço positivo, na hora de premiar nós mesmos por alguma conquista".

"Se conquistamos alguma meta muito importante e queremos comprar um presente como um agrado ou mesmo recompensa e motivação para seguir adiante, não é má ideia ir às compras. E se acharmos uma pechincha, um desconto ou uma simples oferta muito melhor!", garante a especialista Viviana Goren.

Uma das recomendações mais frequentes dos psicólogos para incentivar a força de vontade e a perseverança necessárias para conseguir objetivos a longo prazo, como deixar de fumar, emagrecer achar um namorado ou um novo emprego, consiste em comprar um presente para si mesmo de vez em quando para coroar o sucesso.

"Se nosso objetivo é perder os quilinhos extras depois das festas natalinas e das férias, podemos nos dar o luxo de comprar um prêmio de incentivo, como um CD novo ou um livro, ir ao cinema, fazer um passeio...quando tomamos a atitude de um novo capítulo, como finalmente se matricular na academia", afirma Viviana Goren.

De acordo com a especialista, "dar a nós mesmos um pequeno prêmio ou presente serve de estímulo ou 'reforço positivo' para seguir adiante em nosso empenho e não desistir perante a preguiça, a incerteza e a inconstância, ou simplesmente devido à inércia mental".

O tal "prêmio de honra ao mérito", que não necessariamente precisa ser um objeto material, pode ter um efeito estimulante muito potente no acaso de uma pechincha ou mesmo de uma promoção inesperada, quando vamos às compras, segundo uma recente pesquisa.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Vans: nova versão do tênis 'Chukka Low'

A marca esportiva Vans está apresentando ao mercado brasileiro o tênis 'Chukka Low', uma nova versão de um dos seus mais antigos clássicos, o 'Chukka Boot'.

O produto, que tem versões para os públicos masculino e feminino, recebe modelagem 'low' - sem o tradicional cano - e foi remodelado e construído com a tecnologia 'Boardfeel OG', que oferece mais estabilidade devido à composição especial da borracha utilizada.

Outra novidade é a utilização da meia-sola 'Megathane'. A tecnologia remete às primeiras desenvolvidas pela marca nos anos 1960 com algumas inovações.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Estamos no final de mais um ano, época em que nós paramos para somar as coisas boas que aconteceram em nossas vidas e a boa surpresa deste ano foi poder contar com mais um ano de apoio e contar com você como Cliente. Que neste natal você possa ser feliz, que consiga tudo o que vem buscando, que seja uma noite de paz, repleta de surpresas boas, de acontecimentos que ficarão marcados em seu coração, porque o tempo passa e é com o passar do tempo que a gente consegue definir o que é realmente bom na vida, saiba que você continuará tendo a nossa empresa sempre e a sua disposição. Um feliz Natal e Ano Novo!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Artigo: "O design de produto e o consumidor"

Além da qualidade, o design é um dos principais fatores que diferencia um produto no mercado. Um projeto inovador e bem conduzido desperta o interesse do consumidor e pode gerar clientes fiéis ao produto e à marca. Porém, para alcançar o sucesso, há um longo caminho a percorrer. O processo criativo do designer é apenas uma das etapa para transmitir ao consumidor todos os valores e atributos pelos quais um produto deseja ser reconhecido. É preciso entender o que o consumidor quer e como alcançá-lo de forma eficaz, atraindo-o pelo design e conquistando-o pela qualidade. A criação deve e precisa vir de fora para dentro.

Em um mundo cada vez mais globalizado, com lançamento e novidades vindas de todos os cantos do mundo, despertar a atenção do consumidor e fidelizá-lo a um produto ou uma marca é um grande desafio. E, por isto, é preciso conhecê-lo muito bem antes de propor qualquer nova experiência. De nada adianta um celular com tecnologia de última geração, que traz todo suporte para usar as redes sociais, se o teclado ou a tela do aparelho são ruins de manusear e visualizar. A inovação deve passar pela empatia com o consumidor e a criação tem que enxergá-lo como parte do processo de desenvolvimento de um produto ou de um serviço.

Os designers estudam ergonomia, conversam com mulheres, homens, adolescentes, crianças para saber as suas opiniões sobre diversos temas e aspectos. É a partir destes contatos e estudos que conseguem saber o que as pessoas pensam, quais são seus desejos e as suas necessidades atuais e futuras. Antes de lançar um produto novo ou criar a sua identidade visual, é preciso visitar os locais onde o consumidor está e observar o seu comportamento. Supermercados, lojas de conveniências, home centers, feiras e shoppings são alguns dos locais onde podemos observar porque o cliente optou pelo produto "X" e não "Y". Trata-se de um trabalho meticuloso de investigação.

Em algumas oportunidades, cheguei a abordar e conversar com os consumidores para saber o que levou a escolha. Geralmente, a resposta é "este pareceu mais atraente; achei a embalagem interessante; o preço está bom". O produto tem que gerar uma identificação com o consumidor, tem que transmitir as informações e os valores que deseja e precisa gerar a sensação "feito pra mim". E tudo isto só é possível estudando os hábitos dos consumidores, os seus anseios, as qualidades e valores que adquira e o que busca em um produto.

O design funciona como uma porta de entrada para mostrar ao consumidor que o produto possui tudo que ele deseja, seja com relação à funcionalidade, à qualidade, à simplicidade, ao custo-benefício. As informações devem ser claras e o consumidor não pode ter dúvidas. Para cada público que se deseja atingir, há necessidades específicas e linguagens claras. E o designer precisa entender estas diferenças.

Claro que a qualidade do produto, seja um bem durável ou não, será comprovada pelo consumidor a partir da experiência pessoal. Porém, é o designer que o atrai e o leva à possibilidade experiência e a fidelização.

Quando falamos no mercado business-to-consumer, não podemos deixar de ressaltar que um bom atendimento e suporte também são essenciais para o sucesso de qualquer empresa e para manter a reputação do produto. Todos estes aspectos juntos ajudam a transformar o consumidor na principal ferramenta de marketing. Afinal, o boca a boca continua sendo uma das formas mais eficazes de aumentar as vendas e torná-lo desejável e necessário.

Agora, fica a dica: invista na pesquisa junto ao consumidor e tenha um canal aberto para escutar sua opinião.

Por Angelo Garcia, diretor da Cauduro Associados, empresa especializada em Branding e Design

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Bolsas femininas "na cola" da moda

Cada vez mais presentes na vida das consumidoras de norte a sul do Brasil, as bolsas se tornam indispensáveis no verão 2011. E elas levam de tudo um pouco nesses dias agitados e cheios de compromissos. “Carteiras de mão e ‘modelos baú’ são indispensáveis atualmente nos guarda-roupas das mulheres”, revela Anna Gouveia, estilista da Anna Gouveia Bolsas (Novo Hamburgo/ RS). Ela acredita que as carteiras de mão, também conhecidas como clutches, são versáteis e podem ser usadas em diversos momentos do dia ou da noite. Já Carlos Andara, gerente de desenvolvimento da Bolsas Linea Bella (NovoHamburgo/RS), aposta nas peça desestruturadas. “Bolsas tipo saco, mais alongadas. Esses modelos, conforme são usados pelas consumidoras, vão mudando suas próprias linhas, o que é bastante interessante”, aponta.

Quando se observa os tamanhos dos acessórios para a temporada quente, os dois criadores afirmam que a preferência nacional, neste momento, é pelas dimensões pequenas e médias.Anna afirma que os antigos modelos, em tamanho maxi, tornaram-se alvo de reclamações das consumidoras e dos próprios lojistas.Andara também não acredita mais nas modelagens com proporções muito exageradas. “Os modelos maxi acabam se tornando muito pesados e desconfortáveis para as mulheres”, aponta. E um dos motivos para que isso ocorra, segundo os designers, é o próprio hábito feminino de encher os acessórios com objetos demais - e o próprio tamanho favorece essa prática.

O verão 2011 é colorido e, na Anna Gouveia, não falta a cor sensação do verão: coral - que também anda sendo chamado de goiaba. A tonalidade é mais alaranjada, enquanto que o goiaba tem um fundo mais rosado. “Também estamos com muito nude e rosa envelhecido em nossa cartela” revela Anna. Carlos aposta no coral também. Além disso, ele explica que a Linea Bella está com outras apostas como o menta, o amarelo, o nude e o areia.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

'Alma carioca' será tema do Fashion Rio

Em sua próxima edição, o Fashion Rio - semana de moda carioca que acontece de 10 e 15 de janeiro - destacará o tema 'Alma carioca - As pessoas, uma celebração'. De acordo com a Luminosidade, empresa que organiza o evento, a intenção é destacar o jeito de ser dos moradores do Rio de Janeiro, "que vai além da própria moda e das imagens prontas de cartão postal".

“O indivíduo dentro de um contexto, em um grupo, vira uma força criativa. Estamos mobilizando e revelando essa força que são as pessoas e o que elas realizam de forma positiva. O que estamos celebrando é um novo pacto, um trabalho coletivo digno das pretensões e da imagem que projetamos para a cidade , em que cada um tem que fazer a sua parte,” explica o diretor do evento, Paulo Borges.

Com curadoria de Mari Stockler, Hiluz Del Priori e Paulo Borges, o evento - que terá a participação de 25 grifes e suas propostas para o inverno 2011 - contará com uma exposição especial. Um grande painel de imagens dos criadores abre a mostra, desde a entrada do Pier Mauá, onde ocorrem os desfiles, até os armazéns 3 e 4, com uma ala inteira destacando a obra da estilista Zuzu Angel.

TALENTOS - A atmosfera que envolve o Fashion Rio inspira renovação e frescor de marcas jovens, contagiando o cenário da moda brasileira com sua vocação para apresentar novos criadores. Neste contexto, a 13ª edição do Prêmio Rio Moda Hype abre o Fashion Rio, no dia 10 de janeiro. Em dois desfiles coletivos, dez novos estilistas brasileiros mostrarão suas coleções para a estação fria.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Artigo: "O brasileiro quer consumir"

"Às portas de mais um período de festas de final de ano, o entusiasmo do brasileiro com os rumos da economia brasileira e o potencial que isso representa na melhoria da situação financeira de muitas famílias podem ser percebidos sem grande esforço.

Ilustrando a tendência, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getúlio Vargas, avançou 2,7% de outubro para novembro deste ano. Os 125,4 pontos registrados no mês passado são um recorde para a série histórica do indicador, criado em outubro de 2005. Na apuração, a FGV percebeu que o consumidor está confiante não apenas em relação a sua situação presente, como estima que o cenário seguirá positivo nos próximos seis meses.

Outro indicador positivo, que demonstra melhora no potencial de consumo do brasileiro, foi apurado pelo IBGE. Segundo o instituto, o rendimento médio dos trabalhadores das principais regiões metropolitanas do país atingiu em outubro outro recorde histórico, R$ 1.515,40, maior valor já registrado desde março de 2002, no início da série. A variação em relação ao valor de outubro de 2009 foi de 6,5%. Ante a renda média anotada em setembro passado, o aumento atingiu 0,3%.

O avanço de renda é estimulado pela recomposição do poder de compra do salário mínimo dos últimos anos. Outro fator é a maior oferta de empregos, o que estimula os salários a serem ampliados. A mesma pesquisa do IBGE apurou que a taxa de desemprego recuou para 6,1% da população economicamente ativa em outubro, outro recorde e menor patamar da série histórica.

Enquanto o consumidor melhora seu humor em relação à economia, o otimismo dos empresários tem tomado caminho um pouco diferente, apesar de ainda ser positivo. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), apurado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), recuou para 62 pontos na comparação com outubro. Mesmo estando em um patamar positivo, já que qualquer resultado acima de 50 pontos equivale a uma percepção otimista, o indicador tem mostrado tendência de queda desde setembro.

Essa tendência de recuo no otimismo empresarial pode ser negativa para a economia, já que as empresas podem reduzir a projeção de investimentos produtivos em um momento em que o humor do consumidor está em alta. A conjunção entre uma produção estagnada e uma procura aquecida pode redundar em estímulo à inflação. O cenário ideal seria desenhando pela expansão produtiva alinhada ao crescimento do consumo. Para isso, estimular a capacidade competitiva do setor produtivo brasileiro seria o melhor dos mundos. Vemos ainda que pode haver um freio no consumo, em razão de medidas tomadas pelo governo para reduzir a oferta de crédito no mercado.

De qualquer forma, não podemos perder de vista que o entusiasmo e o potencial que o brasileiro vem adquirindo para consumir são grandes estímulos às perspectivas de expansão de nossa economia. Afinal, o que o brasileiro quer mesmo é consumir".


Por Márcio Peppe, sócio-diretor de Auditoria e responsável pela área de Outsourcing da BDO no Brasil