"Invista em bons calçados. Com calçados apertados não se pensa, não é feliz" (Costanza Pascolato - Consultora de Moda)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Não é o que acontece, é como você vê o que acontece


 
Conta a lenda que os alquimistas da Idade Média eram pessoas capazes de transformar o chumbo em ouro: belo trabalho, se você conseguir! De certo modo, todos nós precisamos ser alquimistas para ver além das aparências superficiais. Nosso desafio cotidiano consiste em enfrentar situações que parecem infelizes – perder o avião, acidentes de carro, divórcios, garçons mal-educados – e transformá-las em intervalos felizes. Isso significa que você deve rezar para quebrar a perna? Não, mas se tal coisa acontecer, trate de encontrar uma oportunidade dentro do “desastre”.
Aí você pergunta: “que bem isso pode me fazer?”... E eu respondo: você passa a viajar no ônibus da vida ao invés de empurrá-lo... À medida que você para de reagir com pavor ante o inesperado, torna-se mais equilibrado e passa para uma posição de poder.
Enquanto você acreditar que alguma coisa em sua vida é um desastre, isso resultará num desastre contínuo.
Digamos que você se divorciou recentemente e imagina que sua vida está arruinada. Enquanto acreditar nisso, será assim. Digamos que você é demitido aos 50 anos e chega à conclusão de que o seu tempo já passou. Enquanto acreditar nisso, assim será.
Ou seja: enquanto a sua atitude for negativa, você não fará nada para melhorar de vida... Enquanto você enxergar somente o desastre, atrairá mais desastres... Os acontecimentos se darão conforme as suas expectativas. Mas, no minuto que você mudar de crença sobre a situação, seus pensamentos diferentes atrairão pessoas diferentes e novas oportunidades...
A vida deve ser divertida! Os pássaros acordam todos os dias cantando. Os bebês riem sem nenhum motivo. Observe os golfinhos, os cachorros... quem disse que a vida não tem graça? O universo é brincalhão. Se você herdou a idéia de que a vida não foi feita para ser divertida, compreenda o que isso significa: é apenas uma crença da qual você pode descrer.
Em poucas palavras: os “desastres” da vida não são propriamente desastres, são situações que esperam que você mude de atitude.
(texto de Andrew Matthews no livro "Siga seu coração")

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Homens! Sejamos mais femininos... Você tem medo ?

Recentemente, li um artigo em uma grande publicação de público masculino, em que o autor se dizia cansado de não ver a sua classe valorizada pela “jornada-tripla”: além de os homens trabalharem, eles participam ativamente da educação dos filhos e da vida doméstica, e ainda são eles quem trocam o pneu do carro ou são intimados para determinadas tarefas exclusivamente masculinas
Ok, os homens realmente estão aprendendo a participar do dia a dia doméstico, entendem e querem cada vez mais a responsabilidade de cuidar e educar filhos, desvinculando-se do papel de provedor exclusivo da família.

Mas este foi apenas um passo na evolução da espécie masculina. O verdadeiro desafio hoje para o homem é ir ainda mais além: adquirir características essencialmente femininas, e não somente realizar tarefas e responsabilidades que antes pertenciam à mulher. Está certo que adquirir características típicas do sexo oposto (e justamente o nome já diz: oposto, completamente diferente de nós) não é algo que soa muito atraente.

Mas para o mercado, garanto que é extremamente atraente. Na fase pré-histórica, o homem era tido como predador, e por muito tempo o mercado foi de fato predatório, agressivo. Houve uma mudança nos últimos oito a dez anos, o mercado saiu da transação para a relação. Vendedores agressivos, por exemplo, costumam ter sua parcela de clientes fiéis, porém, a atenção que as mulheres dedicam às regras é imbatível e transforma seu trabalho em uma atividade superprofissional.

Tanto que aquela discussão de desigualdade salarial invariavelmente chegará a um fim. Essa diferença já não é mais um realidade, está acabando substancialmente. Basta avaliar que a mulher hoje possui 48% do poder de compra, e estamos falando de compra com sua própria renda. A tendência é que atinjam os 52% até 2012. O mesmo se repete no índice de frequência em MBAs da Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, que conta com 51% de profissionais do sexo feminino. Além disso, 28% das mulheres hoje são o “cabeça” do casal, ou seja, quem responde pelo sustento da casa.

Para vencer no mercado altamente competitivo, para crescer na empresa, para fechar bons negócios, para vender mais, para fidelizar clientes, para investir certo, para não perder mais tempo com lobby e relacionamento vazio entre executivos que não levam a nada: basta desenvolver habilidades chave das mulheres.

Quais habilidades seriam essas?

As mulheres têm visão periférica, sabem ver o todo de uma vez, interligar relações, chegar a conclusões com base em mais de uma informação ao mesmo tempo. As mulheres prestam mais atenção ao que é dito, sabem ouvir e interpretar com muito mais sensibilidade as necessidades do interlocutor – seja ele um cliente, um colega de trabalho, um chefe, ou um funcionário. Elas sabem ouvir.

Com menos recursos, as mulheres conseguem planejar e trabalhar a relação. Ela tem prática nisso. Gosta de trocar experiências, de fazer infinitas comparações entre as experiências relatadas e as vividas de fato. Ser mais eficiente hoje é equilibrar razão e emoção, e as mulheres saem ganhando.

Diante da tecnologia, as mulheres conquistam postos de destaque e de poder em empresas de TI, e todas as que não estão na área se utilizam de equipamentos e acessórios altamente tecnológicos - e ainda dispensam os manuais. Elas são capazes de reunir tanta informação ao mesmo tempo e processa-las com clareza, que a tecnologia na verdade oferece ainda mais possibilidades de se subdividirem em mil tarefas e assumir maior quantidade de afazerem ao longo do dia.

São essas e outras habilidades que tem alçado as mulheres a uma área ainda de maioria masculina: a política. Não é à toa que entramos em 2011 com a primeira mulher presidente do Brasil. Será uma questão de tempo até que a política brasileira tenha mais espaó para elas.

Mas então nós, homens, estamos perdidos? De maneira alguma. Como disse, é possível desenvolver características femininas, entende-las como diferenciais eficazes, e apostar que vai dar certo. A boa notícia é que estudos recentes comprovam que tanto homens quanto mulheres podem ter comportamentos mais femininos ou mais masculinos de acordo com a quantidade de testosterona a qual são expostos durante a gravidez.

A ideia de que as mulheres desenvolvem mais o lado direito do cérebro e os homens o esquerdo já não é tão contundente assim. Ou seja, muitos homens possuem essas habilidades tipicamente femininas, e eles devem colocá-las em prática no trabalho e no relacionamento com clientes. Eu já comecei a desenvolver as minhas habilidades há tempos. E você?

Cláudio Tomanini é palestrante, professor de MBA da FGV, autor do livro “Na Trilha do Sucesso” (Editora Gente), especialista em Marketing e Vendas.
(www.tomanini.com.br)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Observar

Hoje, não vence o mais forte. Vence aquele que assimila recursos, observando mais. Sobrevive, assim como na natureza, o que desenvolve sua capacidade de prestar atenção em tudo, absorvendo através dos sentidos os princípios básicos das leis naturais, criando e desenvolvendo do nada tudo o que for necessário para a sobrevivência. Vocês já observaram o quanto os animais  utilizam a observação para sobreviver? Assim como eles, devemos recuperar nossa capacidade de observar...
Observar é como olhar sem ver, ouvir sem escutar, tatear sem tocar; é sentir o perfume invisível...

Todos já devem ter vivido situações em que a observação lhes trouxe uma maior compreensão da vida. Mas, com certeza, você também absorveu muito à sua volta, de forma desordenada, inconsciente e sem critério,  perdendo o controle de sua mente e de seus pensamentos....
Os excessos que cometemos no vestir, no comer, na expressão de nosso comportamento, são alguns dos principais sintomas da falta de observação.

A falta de observação dos nossos movimentos e do meio em que vivemos nos fazem cegos e alimenta nosso comodismo. Acostumamo-nos com tudo como está, inclusive a sujeira, a desordem, o lixo, as coisas quebradas e, esquecemos o que é belo.  Como se não bastasse, acabamos nos acostumando com o desrespeito, o desprezo, a humilhação, perdendo a dignidade... tudo isso, pela falta de observação.

Observar é prestar atenção em tudo com interesse sincero de avaliar, comparar, e distinguir os movimentos da vida para expandir os sentidos... é penetrar em nossos movimentos continuamente buscando o equilíbrio em nossas atitudes; o resto é conseqüência. Observar é expandir nossos sentidos de forma consciente e prestar a atenção no que está acontecendo a nossa volta.
(texto de Paulo Zabeu no livro "Cinco regras para vencer seus limites")

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Parar

"O que fizermos hoje, ecoará pela eternidade"
     frase de General Maximus Decimus Meridius, em "Gladiator"

As próximas horas serão as mais importantes da sua vida porque todas as suas linhas de existência serão influenciadas, em menor ou maior grau, pelas pequenas e grandes decisões e ações que você executar hoje; pelos telefonemas que você der, ou não der; pelos e-mails que você enviar, ou apagar; pelos sorrisos que você distribuir, ou pelo humor que você espalhar; pelas pessoas que você cativar e por aqueles que decida afastar; pelos compromissos que você assumir ou por aqueles dos quais venha a fugir.
Cada ação sua nessas próximas horas, boa ou má, influenciará resultados futuros que podem acontecer amanhã, na próxima semana, no próximo ano ou dentro de uma ou duas décadas. 
Vários desses resultados acontecerão em momentos e lugares tão distantes que você nunca saberá que tudo começou no dia de hoje, jamais entendendo os caminhos que sua ação tiver percorrido, até voltar a tocar sua vida, ou a vida de outros.
Até mesmo ao ler isso, que você está lendo agora, provocará uma reação em cadeia, que poderá gerar resultados agora, ou em 20 anos. Mas, depois de tanto tempo, por não entender tais caminhos, você os chamará de sorte, ou azar, de bênção divina ou fúria dos deuses. 
Ainda assim, serão resultados somente.
Coisas boas ou más, criadas por você nos próximos minutos, horas, dias ou meses, voltarão como um bumerangue, em momentos absolutamente imprevisíveis, ainda que matematicamente precisos.
Aproveite os próximos minutos para organizar suas decisões e escolher os melhores caminhos. Aproveite para agir!
E lembre-se: nem sempre os melhores caminhos são os mais fáceis, mais divertidos ou mais prazerosos. São os que conduzem às melhores atitudes e, com certeza, lá no fundo, você já sabe quais passos precisa dar e como agir nos melhores caminhos.
Como o próprio dicionário Houaiss define, agir é também "provocar uma reação" ou "provocar um efeito".
Tudo aquilo que você fizer hoje, realmente ecoará pela eternidade.

(por Aldo Novak - consultor, coach e conferencista. Autor de "O Segredo para Realizar Seus Sonhos")

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Devagar e sempre

Na vida, as coisas às vezes andam vagarosamente. Por isso é tão importante não parar. Mesmo um pequeno avanço, na direção certa, já é um progresso – e qualquer um pode fazer um pequeno progresso.

Se você não conseguir fazer alguma coisa grandiosa hoje, faça algo pequeno. Pequenos riachos acabam se convertendo em grandes rios.

Continue andando e fazendo. O que parecia fora de alcance esta manhã vai parecer um pouco mais próximo ao anoitecer – se você continuar se movendo para frente. A cada momento intenso e apaixonado que você dedica a seu objetivo, aproxima-se um pouquinho mais dele.

Se você para completamente, é muito difícil começar tudo de novo. Então, continue andando e fazendo – não pare. Não desperdice a base que você já construiu. Existe alguma coisa que pode ser feita agora mesmo, nesse exato instante. Pode não ser muito, mas vai mantê-lo no jogo e aproximá-lo de seus objetivos.

Vá rápido quando puder e devagar quando for obrigado. Mas, seja o que for que aconteça, continue. O importante é não parar.



Foto do autor

Ralph Marston é consultor e idealizador do site Motivator diário. Também escreve sobre marketing direto, marketing na Internet e desenvolvimento pessoal.
Visite o site: http://www.greatday.com/

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Objetivos

As pessoas que abrem mão daquilo em que acreditam para alcançar um determinado objetivo terminam frustradas com suas realizações.

Se você não mantiver seus princípios éticos, não conseguirá alcançar a satisfação.

Um bom exemplo vem de um estudante da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, que há alguns anos foi expulso da instituição. Influenciado por colegas, ele falsificou todos os documentos de sua proposta de admissão: histórico escolar, cartas de recomendação, suas atividades. Sua proposta era tão boa que ele foi aceito na Universidade. Durante o curso, ele teve um ótimo desempenho mas, quando estava próximo da formatura, ele simplesmente confessou a fraude.

Esse aluno era uma pessoa bem intencionada, proveniente de uma família que procurava viver de acordo com seus princípios; por isso, a idéia de ter falsificado documentos o atormentava a tal ponto que ele preferiu abrir mão do diploma a obtê-lo com base em uma fraude. O fato é que suas realizações estariam sempre calcadas em uma mentira e isso, para ele, as transformavam em fracasso.

Estar feliz e ter um comportamento ético são atitudes que se reforçam mutuamente. Pessoas que se sentem antiéticas têm menos chances de se sentirem felizes.


(texto de David Niven, no livro "Os 100 segredos das pessoas felizes")

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um a um

Procurar primeiro compreender é um hábito poderoso... Ao fazer isso você realmente passa a entender a fundo as outras pessoas. Conta com informações precisas para refletir, chega com rapidez ao fundo dos problemas... e dá às pessoas o ar psicológico de que elas precisam, de modo que possam trabalhar eficazmente em conjunto com você.

Primeiro compreender é uma abordagem de dentro para fora... Quanto mais você entende as pessoas em profundidade, mais gosta delas, mais respeito sente por elas. Tocar a alma de outro ser humano é pisar em solo sagrado...

E você pode praticar esse hábito agora mesmo. Na próxima vez em que for se comunicar com alguém, deixe de lado sua autobiografia e procure entender de verdade a outra pessoa. Mesmo quando as pessoas não querem revelar seus problemas, você pode ser empático. Pode perceber o que se passa no coração delas, pode sentir a mágoa e ajudar. Você pode dizer algo como: “você parece meio pra baixo hoje”. Talvez a pessoa nem responda; mas não faz mal. Você demonstrou compreensão e respeito. Não force. Tenha respeito. As pessoas não precisam se confessar verbalmente antes que você empatize com elas. Você pode ser empático o tempo inteiro, com seu comportamento. Pode ter discernimento, sensibilidade e consciência de que é possível viver fora de sua autobiografia, quando necessário...

O tempo que você dedica a compreender mais profundamente as pessoas rende dividendos imensos na hora da comunicação sincera... A comunicação torna-se tão fácil que os potenciais problemas são eliminados na raiz... Isso vale para todos os campos da sua vida: na família, com os amigos e nos negócios. Nesse caso, você pode dedicar algum tempo a ouvir seus funcionários – um a um. Ouça seus problemas, tente entendê-los... Em sua empresa, torne o elemento humano tão importante quanto o financeiro ou técnico... Quando você ouve, aprende. E também dá às pessoas que trabalham a seu lado o ar psicológico de que precisam. Você inspira uma lealdade que vai além das exigências burocráticas e físicas do emprego.

Procure primeiro compreender. Antes que os problemas apareçam, antes de avaliar e prescrever, antes de mostrar suas próprias idéias – procure compreender. Esse é um hábito poderoso de interdependência eficaz.

Quando procuramos compreender real e profundamente os outros seres humanos, abrimos as portas para soluções criativas... Nossas diferenças não formam mais obstáculos para a comunicação e o progresso. Em vez disso, tornam-se auxiliares da sinergia.

(texto de Stephen R. Covey no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes")